terça-feira, 27 de setembro de 2016

Sempre os mesmos trapaceiros

Por Almir Quites - 27/09/2016

Dia vai, dia vem e os trapaceiros continuam os mesmos, fazendo as mesmas trapaças.

Antônio Palocci foi ministro da Fazenda (2003-2006) do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa Civil (2011) do governo Dilma Rousseff. Em 2010, quando a petista se elegeu pela primeira vez presidente, ele foi o coordenador de campanha.

Ontem, o ex-ministro foi preso, em São Paulo, durante a 35ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de "Omertà", por propiciar vantagens ilícitas para a empreiteira Odebrecht, quando estava no governo federal, por receber propina da mesma. A força-tarefa também investiga a compra de um terreno que seria destinado ao Instituto Lula. A prisão de Palocci é temporária e tem duração inicial de cinco dias. Dois ex-assessores de Palocci também foram presos (Juscelino Dourado e Branislav Kontic).

De acordo com a Polícia Federal, o ex-ministro e outros personagens de seu grupo político foram beneficiados com vultosos valores ilícitos. Segundo o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), a atuação ilegal de Palocci ocorreu tanto quando ele detinha cargo de ministro como depois de afastado oficialmente do governo. 


Sobre este assunto recebi o seguinte texto do colega Espíndola:


A vingança de Francenildo

José J. de Espíndola*

Francenildo Costa, antigo caseiro da Casa dos Horrores, frequentada por Palocci e outros bandidos, tem tudo para estar exultante. Seu antigo algoz, aquele canalha que mandou quebrar seu sigilo bancário na Caixa, acaba de ser preso, a mando do Juiz Sérgio Moro.

Antigo braço direito (e esquerdo) de Lula (o que nunca soube de nada) e de Dilma - que de tudo, principalmente Economia, sabe - era um consultor de empresas fantástico: nos quatro anos de deputado, após ter saído, mais uma vez, pela porta dos fundos do Planalto, teve sua fortuna multiplicada 20 (vinte!) vezes. Sua área de consultoria? Ora, todas! A equipe de sua fantástica empresa de consultoria? Ora, só ele. Só ele fazendo consultorias em todas as áreas e multiplicando sua fortuna por vinte em quatro anos. Vejam no que dá um curso de medicina bem feito!

Não sei se veremos alguém destas listas alegando que a prisão foi ilegal e que Palocci, a exemplo de Lula, é perseguido pelo Juiz Sérgio Moro.

Perseguido por Moro só porque ele, Palocci, tanto quanto Lula, é um herói nacional e porque o impeachment “foi golpe”.

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José J. de Espíndola é Professor Titular da UFSC, Departamento de Engenharia Mecânica, aposentado.

Continuo. 

É preciso que não esqueçamos a história de Francenildo.

Francenildo Santos Costa, mais conhecido como "Nildo", nasceu na capital do Piauí. Aos dez anos de idade, tinha a vaga impressão de que seu pai era o dono de uma pequena empresa de ônibus de Teresina. Anos depois, adoeceu e não tinha dinheiro para comprar remédio. Então, pediu a um amigo que o levasse até o homem que diziam ser seu pai. Entrou na garagem, pôs-se diante do proprietário Eurípedes Soares da Silva e explicou o que fazia ali, mas ele negou sua paternidade. Apesar da insistência, deu-lhe 80 reais e o mandou sair dali.

Em Brasília, arranjou serviço num bar-mercearia. Tinha 15 anos, trabalhava das seis da manhã às onze da noite. Ao sair do emprego, em 1998, deixou 800 reais com o patrão, por não ter onde guardá-los (
logo o leitor entenderá o por quê). Tempos depois, foi para uma chácara, para trabalhar na roça e lá conheceu Noelma, com quem se casou. Depois tiveram um filho de nome Thiago. Nesse período, seu tio lhe pediu emprestada a poupança da mercearia para comprar um terreno na cidade de Luziânia, em Goiás, e ele emprestou. Francenildo também tinha dívida com o irmão de sua mãe, que pagara a passagem de Teresina até Brasília.

Anos depois, Francenildo ficou famoso! Foi quando afirmou publicamente que o então Ministro da Fazenda, Antônio Palocci, frequentava habitualmente uma determinada mansão em Brasília, coisa que o ministro negava com veemência perante a opinião pública e a imprensa. No local, conforme narrou Francenildo, teriam ocorrido reuniões, churrascos e festas com a presença de garotas de programa, das quais participavam o ministro (
que, segundo o caseiro, tinha o apelido de "Chefe") e os seus ex-assessores da prefeitura de Ribeirão Preto, com o objetivo de fecharem negócios suspeitos e procederem à divisão do dinheiro relativo a tais negócios.

Logo após os depoimentos de Francenildo, perante a imprensa e a Polícia Federal, seguiu-se um polêmico indiciamento por lavagem de dinheiro (
qual já foi arquivado). Era uma tentativa do governo do PT de atemorizar Francenildo. Houve também a quebra do sigilo bancário do rapaz, com o mesmo objetivo, e o vazamento da Caixa Econômica Federal para a Revista Época dos extratos bancários sigilosos nos quais constavam certos depósitos em dinheiro. A movimentação financeira de Francenildo fora exposta pelo próprio banco estatal! O PT passou a usar a quantia de R$ 24.990,00, que estava na conta do caseiro, para acusá-lo de ter recebido dinheiro da oposição ao governo federal para acusar Palocci. Poucos dias depois, ficou esclarecido que o dinheiro viera do pai biológico de Francenildo. Para veicular as acusações na mídia, Palocci contou com o apoio dos jornalistas petistas Helena Chagas e Marcelo Netto. A vingança de Palocci ainda contou com a colaboração do então presidente da Caixa, Jorge Mattoso, que foi indiciado pela Polícia Federal pela quebra do sigilo bancário. O escândalo tomou proporções ainda maiores após a revista Veja denunciar publicamente que haviam pessoas do governo oferecendo R$ 1 milhão para que algum funcionário do banco público assumisse a culpa pelo crime.

Os testemunhos de Francenildo e o escândalo que trouxe à tona, atingiram diretamente Antonio Palocci, que caiu de seu cargo no governo petista, no dia 29 de Março de 2006. Um simples caseiro, honrado e corajoso, havia derrubado o poderoso Ministro da Fazenda e também o presidente da Caixa Econômica Federal.

Vergonhosamente, para todos nós brasileiros, ninguém foi criminalmente responsabilizado pelo vazamento e pelo que fizeram a Francenildo e ao país. Menos de um ano depois destes fatos, a jornalista Helena Chagas foi convidada para participar da equipe da recém criada EBC (
Empresa Brasil de Comunicação, que presta serviços para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República produzindo o canal TV NBR), emissora pública criada por Lula. Como se não bastasse, ainda foi nomeada Secretária da Comunicação Social no governo Dilma Rousseff em 2010. Palocci também voltou ao governo em 2010, como Ministro da Casa Civil de Dilma. 

Em 2015, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região condenou a Caixa Econômica a indenizar o caseiro em R$ 400 mil, depois de várias manobras protelatórias do departamento jurídico do banco.

O caseiro Francenildo Santos Costa foi mais um belo exemplo de pessoas de condição social e cultural baixa que colaboraram decisivamente para investigações importantes no Brasil, com coragem e apoiados apenas na verdade, tal como fizera o motorista Eriberto França, nos anos 90, durante a investigação que resultou no impeachment de Fernando Collor.


A sociedade brasileira acostumou-se com a corrupção! A investigação, naquela época deveria ter sido mais profunda e mais séria. Um caso como este deveria ter sido suficiente para banir Palocci e todos os demais implicados tanto da vida pública como de contatos com o alto escalão do governo. 

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Einstein e as Eleições Presidenciais

Por Almir Quites - 01/09/2016

Einstein e as Eleições Presidenciais de 2014?

O que Einstein tem a ver com as eleições brasileiras?


Quando elaborou sua teoria da Relatividade Geral, Einstein afirmou que tempo e espaço são uma coisa só e que ondas gravitacionais se propagam pelo espaço-tempo. Isto estimulou muitas conjecturas. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fé, ateísmo e ignorância

José J. de Espíndola* - 21/09/2016
Nota: Este texto que me foi 
enviado, pelo autor, em menção 
ao artigo que publiquei sob 

Estar cego é o preço que pago pela minha fé.
Uma querida colega, em resposta a um texto meu, escreveu assim: Eu sou ignorante, o próprio Krauss [Lawrence M. Krauss, astrofísico americano] é ignorante, todos nós nascemos e morreremos ignorantes, mesmo que consigamos bons resultados na nossa luta contra nossa ignorância, estudando, pesquisando, etc.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

As urdições do prontuário ambulante

Por José J. de Espíndola* -  21/09/2016


São já oito ações no STF contra Renan Calheiros e nenhuma decisão ou sinal de que um julgamento (pelo menos!) esteja ao alcance da vista. Eis no que dá a notória e patológica morosidade do STF.

domingo, 18 de setembro de 2016

Dias Toffoli hostiliza a Lava-Jato

Por Almir Quites - 17/09/2016

O envolvimento do ministro
José Antônio Dias Toffoli com os interesses do Partido dos Trabalhadores (PT) é notório. Há cerca de três meses, ele esteve no foco do noticiário ao revogar, de modo irregular e altamente suspeito, a prisão do "cumpanhero" Paulo Bernardo, determinada pela Operação Custo Brasil da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Veja mais detalhes aqui: http://almirquites.blogspot.com.br/2016/06/toffoli-solta-ex-ministro-paulo-bernardo.html

Ontem, dia 16, o ministro Dias Toffoli, vice presidente do STF, reiterou publicamente a sua irritação com os procuradores da Operação Lava-Jato que acusaram o ex-presidente Lula. O ministro não conteve sua alma e seus interesses petistas.

Toffoli falou de uma tal de "ditadura do Judiciário" e comparou a Lava-Jato à ditadura militar. Disse: "O Poder Judiciário tem que ter uma preocupação: não exagerar no seu ativismo. Se exagerar no seu ativismo, ele vai ter o mesmo desgaste que tiveram os militares".

Como assim, Sr. Ministro? Quando a Justiça atua contra seus companheiros e aliados o senhor entende haver excessos?

A ação dos juízes e procuradores da Lava-Jato circunscreve-se ao que é sua função, a qual consiste em lutar contra a corrupção e a impunidade. Se não houver esse empenho do judiciário, o Brasil continuará regredindo, vítima dos ladrões de colarinho branco.

Senhor Ministro, o que os brasileiros mais querem é justamente que o Judiciário e a Lava-Jato trabalhem firmes e corajosamente para desbaratar o gigantesco esquema de corrupção armado pelo seu PT! O que o senhor quer impedir é exatamente o nosso maior sonho!

Toffoli disse também a seguinte e enigmática frase: "Se nós quisermos ser os protagonistas da sociedade brasileira, começarmos a fazer sentenças aditivas, começamos a fazer operações que tem 150 mandados de busca e apreensão num único dia... Temos que refletir".

O ministro está tonto ou disse algo ininteligível para nós que somos simples mortais?

Em outro trecho, o ministro Dias Toffoli concordou com Lula, ao enaltecer os políticos. Em sua opinião, combater a corrupção dos políticos é o mesmo que criminalizar a política! Ele se expressou assim: "Se criminalizar a política e achar que o sistema judicial vai solucionar os problemas da nação brasileira, com moralismos, com pessoas batendo palma para doido dançar e destruindo a nação brasileira e a classe política... É o sistema judicial que vai salvar a nação brasileira?"

Sim, Sr. Toffoli, o sistema judicial há de solucionar o maior problema da nossa nação: a corrupção. Este é o nosso sonho, a nossa esperança. Que o judiciário tenha sucesso! Amanhã há de ser outro dia, moralmente bem mais saudável!

O ministro Toffoli perdeu a oportunidade de ficar na moita. Atiçou nossa indignação e fez voltar ao noticiário parte das tenebrosas transações que o enlaçam. As empresas Queiroz Galvão e IESA Óleo & Gás (que são alvos da Operação Lava Jato, por terem fornecido propinas em contratos de R$ 1 bilhão para a Petrobrás sem que houvesse licitação) fizeram pagamentos em 2008 e 2011 para o escritório de advocacia de Toffoli. Hoje, a Rangel Advocacia pertence à mulher do ministro, a advogada Roberta Rangel. Veja mais detalhes aqui:
http://veja.abril.com.br/politica/alvos-da-lava-jato-pagaram-para-escritorio-de-mulher-de-toffoli/

O ex-gerente de engenharia da Petrobrás, Pedro Barusco, comentou, em delação premiada, que recebeu propina desse contrato de consórcio com a Rangel Advocacia. Essas investigações estão sendo feitas pela 33a fase da Operação da Lava Jato, denominada de "Resta Um". Quem será?

Segundo Barusco, o contrato com o escritório teve suborno de 2% dos valores iniciais de R$ 627 milhões, sendo 1% para o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, 0,5% para diretores da Petrobrás e 0,5% para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Consta também que a Andrade Gutierrez, também alvo da Lava Jato, pagou R$ 50 mil para o escritório da mulher de Toffoli, quando o ministro era sócio do escritório.

Tudo isso precisa ser bem apurado pela Justiça, dentro de um complexo cronograma muito bem montado, para evitar que o ministro Toffoli possa atuar em processos com os quais tenha interesses pessoais em jogo, já que ele irá julgar a maioria dos casos da Lava-Jato.

É óbvio que o ministro Dias Toffoli não se furtará de julgar tais processos, ele não encontrará o menor motivo para seu impedimento de participar do julgamento relativo aos pagamentos feitos pelas empresas ao escritório de advocacia que era seu e que agora é de sua mulher.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Se você tem fé, cuidado!

Por que o ateu foi representado com focinho de animal?
Se Deus aparecer e disser que ele não existe,
o que isto prova? Que ele existe ou não existe?

Ante o fato e a palavra, o crente fica com a palavra!
Por Almir Quites - 16/09/2016


SE VOCÊ TEM FÉ, CUIDADO! Você pode estar sendo desonesto sem querer!

O espiritual, o extra-terreno, está no campo da imaginação, da fantasia ou da fé. Neste campo, não há ciência, nem poderia haver, porque a ciência se baseia no método científico. Para ser científica, as proposições (ou conjunto de hipóteses) devem ser testáveis e rigorosamente encaixadas no corpo de teorias já existentes. Além disso, toda a teoria deve ser permanentemente contestada para que seja reformulada sempre que alguma inconsistência lógica ou factual se apresentar. No campo da fé é diferente.

Tem-se prova e convicção

Por José J. de Espíndola - 15/09/2016


O PT não é uma organização política, é uma fação criminosa.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O mito Lula e as lições que ficam

Lula: ascensão e queda
Por Almir Quites - 15/09/2016



Proponho ao leitor, abaixo, a leitura de um texto para reflexão! É sobre como a credulidade de um povo faz a História.

Ontem (14/09/2016), Lula foi denunciado como chefe da quadrilha que roubava os brasileiros. Por enquanto, no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-presidente é acusado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se o juiz federal Sergio Moro aceitar a denúncia, Lula se tornará réu. 

Lula já responde na Justiça pela acusação de tentar obstruir as investigações da operação, em ação que corre no Distrito Federal. 

A força-tarefa investiga também a compra do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), e as razões pelas quais as empreiteiras Odebrecht e OAS executaram obras milionárias nas propriedades dele. Também investigam as palestras do ex-presidente, contratadas a peso de ouro por empreiteiras envolvidas no Petrolão por meio da LILS Palestras.

"Lula era o comandante máximo da propinocracia", diz o Procurador da operação Lava Jato.

A verdade começa a se impor, embora muito tardiamente. É o fim do mito Lula!

Agora, como de costume, Lula vai se fazer de vítima. Vai dizer que não há provas contra ele, como se um criminoso assinasse a autoria do crime; tal como fazia a ex-presidente Dilma, que afirmava não existir qualquer ato dela determinando que se fizesse as "pedaladas fiscais"; tal qual o deputado Eduardo Cunha, que dizia não possuir conta em banco no exterior (não tinha mesmo, mas seu "trust" tinha).

Basta conhecer a história de Lula para perceber que tudo o que acontece hoje na política e na economia brasileira é mera consequência.

O povo brasileiro foi crédulo demais, deixou-se enganar facilmente.

Lula e Dilma, nos 13 anos de poder absoluto, nunca determinaram a investigação da corrupção no Brasil ou, ao menos, colaboram com ela ou a incentivaram, o que é o mais simples dever de um chefe de Estado. Pelo contrário, sempre trataram de impedi-la.

Em 2006, quando aflorou o escândalo do Mensalão, Lula afirmou que fora traído, disse ter sido "apunhalado pelas costas" (em 12/2005). Grande mentira, tanto que ele nunca rompeu as relações com José Dirceu, pelo contrário, sempre o chamou de "cumpanhero" e tratou de protegê-lo.

Leia aqui um resumo da história de Lula. Entenda como que alguém, que nem completou o curso primário (no Brasil oficialmente denominado de "ensino fundamental" ou "ensino elementar"), chegou a ser o homem mais poderoso do Brasil. Constate também o enorme poder da TV brasileira para criar e propalar mitos.

Clique aqui:
LULA ONTEM E HOJE

O povo brasileiro precisa de uma educação muito melhor, que o capacite a pensar com isenção para racionalmente decidir em que acreditar; que o capacite a reconhecer e a rechaçar a doutrinação, seja política ou religiosa.

POVO ILUDIDO É POVO VENCIDO, EXPLORADO, SOFRIDO, CONDENADO À POBREZA E À INJUSTIÇA.

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domingo, 11 de setembro de 2016

Corrupção é da sociedade ou do governo?

Por Almir Quites


Na TV brasileira desfila um novo tipo de astro: o comentarista filósofo.

O vídeo abaixo apresenta um deles sendo entrevistado.

Este "filósofo" do vídeo não me convence! Por que? Por causa de um conjunto de percepções. Por exemplo: parece-me que ele nunca se posiciona claramente, mantém-se enigmático, doutoral, dogmático; sinto que não tem compromisso com a verdade, mas sim com a instigação, persuação; p
ercebo contradições, além de buracos negros para atrair incautos; e não o percebo como um amante da sabedoria. Aliás, ele se diz a favor da doutrinação nas escolas! 

Para me entender melhor, por favor, primeiro veja o vídeo, depois leia o meu comentário sobre as afirmações que ele faz.



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Leandro Karnal se expressa muito bem, portanto basta prestar atenção, pensar no que ele diz e se verá o quanto seu pensamento é confuso!



No vídeo, ele parte de uma premissa não explicitada, a qual é falsa. É a seguinte: 
"Nosso sistema eleitoral é perfeito, ou quase. A vontade do povo é soberana e se expressa no resultado das eleições. Os políticos são legítimos representantes do povo."

Esta premissa leva à conclusão de que deve haver um perfeito casamento entre a classe política e os cidadãos. O raciocínio de Leandro Karnal parte daí, porém a premissa é equivocada. Vamos pensar um pouquinho. 

As eleições, no Brasil são quase inúteis, porque: 
1) Os caciques dos partidos políticos escolhem os candidatos mais fiéis a eles próprios (limitando drasticamente as escolhas dos eleitorese assim se perpetuam no poder; 
2) Os especialistas em informática do TSE, por terem a faculdade de realizar secretamente a apuração eleitoral (o que viola a Constituição Federal)tiram a legitimidade das eleições
3) Muito dinheiro flui nas negociatas ilícitas de bastidores;
4) A obrigatoriedade do voto, num país como o nosso, em que 75% da população é analfabeta funcional ou totalmente analfabeta, faz com que a grande maioria dos eleitores seja presa fácil do populismo.

Por tudo isso e muito mais, não existe necessariamente esta simbiose ética entre governo e nação, especialmente quando o sistema eleitoral está roto e a classe política é quase imutável. 

É claro que é possível se ter um governo ético numa nação corrupta e vice-versa. Não sei quantificar estas possibilidades, mas garanto que não são pequenas.

Ainda que um governo fosse democraticamente eleito, num sistema eleitoral justo e perfeito, ainda assim, ao deixar de prestar contas de modo transparente, ao indicar e nomear corruptos para os altos escalões, inclusive do judiciário, ao usar os recursos públicos para fins ilícitos (
como para fazer propaganda de si mesmo e de seu partido e/ou para comprar votos no Congresso) etc., a nação não mais seria responsável pelo governo. Seria vítima dele. É por isso que é indispensável o instituto do impeachment ou o chamado "recall" (cassação e revogação do mandato de qualquer político, pelo eleitorado).

A sociedade brasileira, por exemplo, parece ser mais ética do que o governo. Inclusive luta arduamente para mudá-lo, embora só consiga vitórias parciais, como recentemente.

Além disso, deve-se ter muito cuidado com as generalizações. Estas, do Karnal, são injustas e incorretas. Ele disse, por exemplo, "não existe país com governo corrupto e população honesta". Como saber se uma nação é corrupta? Em que critérios objetivos se baseia o "corruptômetro" do Leandro Karnal?


Para Karnal a proposição correta é "se a população é corrupta, o governo será corrupto". Esta afirmação, além de equivocada, é perigosa, porque deixa a via aberta para "a população corrupta deve aceitar um governo corrupto" ou "o povo é corrupto, logo deve aceitar um governo corrupto". Neste sentido Karnal está repetindo a máxima de Ali Babá: "Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão", prorrogáveis por mais cem (por que não?). Até parece uma proposta de emenda constitucional a ser votada pelo Congresso, uma emenda de anistia e de impunidade futura.

Não, o astro filósofo não tem razão! Mesmo que a maioria da população fosse corrupta, ainda assim a maioria da população abominaria um governo corrupto. Nem mesmo o corrupto quer ser roubado.

A sociedade brasileira não é corrupta em sua maioria. Os governantes corruptos são uma pequena fração de toda a sociedade. Como se pode ter certeza de que a ética deste grupo tenha correlação com ética da nação? 


A grande maioria dos eleitores votam na presunção de que o candidato seja honesto. O político é que rompe com este compromisso implícito.

Também não vale a afirmação de que agora, no Brasil, "mudou o partido do governo e a corrupção continua" e que, portanto (segundo Karnal), isto é a prova de que "não há governo honesto em uma nação corrupta". Pronto, Karnal decretou que a nação brasileira é corrupta! 


Adianta argumentar o contrário? Vale tentar.

Em primeiro lugar, a mudança recente no governo brasileiro não foi completa. Mudou o presidente e assumiu outro de um partido aliado e que já fazia parte do governo. Enfatizo, quem assumiu a presidência foi um aliado da presidente anterior, da qual o atual presidente era o vice (
em dois mandatos). Logo, quem o escolheu foi a presidente anterior e seu partido. 

Em segundo lugar, dizer que a corrupção continua é uma precipitação reveladora de possíveis intenções ocultas, talvez de auto-engano. De que corrupção o novo governo é acusado? Ainda não houve tempo para se ter certezas deste porte. Qualquer historiador sabe disso ou, pelo menos, deveria saber.

Parece que o vídeo foi feito sob interesses ideológicos.


Quem adora dizer que "o povo é profundamente honesto, experimentado na ética e governado por ladrões" são os governantes populistas, mas só quando não estão no poder e lutam, sem ética, para derrubar quem lá está. Esta afirmação, em suas diferentes formas, sempre esteve presente na política brasileira, em toda a história da república. Por exemplo, Getúlio Vargas dizia isto e o PT também, mas, claro, enquanto eram oposição. 

O filósofo entrevistado ressalta, bem no início da entrevista, que a frase "somos um povo de trabalhadores honestos governados por ladrões" é de Carlos Lacerda. A frase de Lacerda não foi esta. Naquela época, quem usava a palavra "trabalhador" em vez de "povo" era Getúlio Vargas. Com esta citação, Karnal deixou no ar a ideia de que se trata apenas de uma frase demagógica. Pergunto: por que Leandro Karnal citou apenas Lacerda? Ele deve ter razões que a própria razão desconhece!

Esta citação foi a primeira coisa que me chamou atenção naquele vídeo. Parecia que algo estava fora do lugar.

Quero aproveitar o ensejo para claramente dizer que considero Carlos Lacerda um injustiçado. 

Eu já tinha 35 anos quando Lacerda faleceu (em maio de 1977). Lembro-me muito bem da sua história e, especialmente, de sua luta contra a ditadura de Getúlio Vargas, a qual continuou depois, quando Getúlio voltou ao poder, desta vez eleito, em 1950. 

Carlos Lacerda foi o expoente da oposição à Getúlio durante a campanha eleitoral e durante todo o mandato constitucional, até agosto de 1954. Neste mês e ano, Lacerda foi vítima de atentado a bala na rua Tonelero. No atentado, morreu o major da aeronáutica Rubens Vaz, membro de um grupo de jovens oficiais que se ofereceram para protegê-lo das ameaças que vinha sofrendo. Lacerda foi socorrido e levado a um hospital. Logo, as investigações mostraram que os mandantes do crime eram os ocupantes do Palácio do Catete, sede do poder executivo. 

A frase correta que Carlos Lacerda escreveu, naqueles dias conturbados, foi esta: "Somos um povo honrado, governado por ladrões". Lacerda tinha razão! A corrupção instalada na República foi comprovada. Dezenove dias depois do atentado à Lacerda, Getúlio Vargas se suicidou para escapar ao vexame de ser deposto, preso e ter que responder por seus atos na Justiça. Getúlio disparou contra seu próprio coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. O Brasil era mesmo governado por ladrões.

Lacerda, ainda hoje injustiçado pela mídia de esquerda, nunca se envolveu em corrupção e foi um excelente governador do Estado da Guanabara. Foi ele, quem resolveu o centenário problema de abastecimento do Rio. Quem não lembra daquela marchinha de 1954, que cantava "Rio de Janeiro, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz"? Lacerda construiu túneis importantes, como o Santa Bárbara e o Rebouças; reurbanizou do aterro do Flamengo; removeu favelas da zona sul e Maracanã; construiu inúmeras escolas e manteve um alto padrão de qualidade dos hospitais públicos. Em novembro de 1966, lançou a Frente Ampla, movimento de resistência ao golpe militar de 1964, que seria liderada por ele junto com seus antigos opositores João Goulart e Juscelino Kubitschek. Foi cassado em dezembro de 1968 pelo regime militar.

Por que Leandro Karnal se fixou em Carlos Lacerda? Parece que o vídeo foi feito sob a pressão de interesses ideológicos.

Como é difícil, mesmo para um historiador, ter isenção quando os fatos ainda são relativamente recentes! Veja, no artigo que indico a seguir, a dificuldade que se apresenta mesmo com fatos que ocorreram há quase sete décadas!
VIRUS DA DOUTRINAÇÃO FOI EXPOSTO NO RODA VIVA
http://almirquites.blogspot.com.br/2014/08/virus-da-doutrinacao-incuravel-foi.html

Em tempo: a expressão "mar de lama" também é de Carlos Lacerda. Veja aqui:
O MAR DE LAMA E O IMPEACHMENT
http://almirquites.blogspot.com.br/2014/12/o-mar-de-lama-e-o-impeachment.html
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