domingo, 18 de fevereiro de 2018

Preocupações com a intervenção federal no RJ

Por Almir M. Quites

Fonte: http://www.tribunadaimprensasindical.com/

Preocupa-me a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro.

Pode ser que esta intervenção seja necessária, ainda que paliativa, e até mesmo a única medida possível, mas dificilmente resolverá o problema da segurança pública e vai expor as Forças Armadas a um grande risco de ser desmoralizada. 


Não sei se ela foi suficientemente planejada, porque tem muitas implicações que ainda são desconhecidas. Não duvido que tenha sido apenas uma "jogada política suja", um lance de "marketing".

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Povo desinformado faz gol contra

Por Almir Quites

ARMAS, UM NEGÓCIO SANGRENTO

Até 2003, qualquer brasileiro com mais de 21 anos podia andar armado na rua, no carro, nos bares, nas festas e parques, “shoppings centers” etc. Podiam-se comprar armas em lojas de artigos esportivos, onde elas ficavam em prateleiras, geralmente na seção de artigos de caça. Havia propaganda de armas, de página inteira, nas principais revistas e jornais. As indústrias bélicas faziam "lobbies" (atividade de pressão de um grupo organizado sobre poderes públicos) no Congresso e tratavam de fortalecer a conhecida "bancada da bala" para defender e ampliar seus negócios.

No entanto, a criminalidade aumentava. Durante as duas décadas anteriores a 2003, as taxas de homicídios por arma de fogo subiam na média de 8% ao ano. De 6 homicídios por 100.000 habitantes, em 1980, ela chegou a 29 homicídios, em 2003.

Para conter o aumento dos assassinatos foi sancionado, em 2003, o Estatuto do Desarmamento, que restringiu radicalmente a posse de armas no país. Desde então a taxa de homicídios decresceu até 2007, atingindo o valor de 25,5, e depois voltou crescer, chegando a praticamente o mesmo valor de 2003, precisamente 28,9 homicídios por 100 mil habitantes em 2015, conforme o Atlas da Violência (2017, do IPEA).  Observe o gráfico seguinte. 

É certo que o Estatuto do Desarmamento foi eficaz, reduziu muito a criminalidade e por muitos anos. Porém ela voltou a crescer, em parte devido ao empobrecimento do povo e à deterioração do sistema educacional. Só 15 anos depois, a criminalidade voltou ao nível de 2003.


IPEAInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Segundo a OMS, em 2017, a taxa do país chegou a 30,5 homicídios/(100 mil hab.) e era a nona mais alta do mundo!

Na cidade do Rio de Janeiro, a taxa de homicídios era de 58,3, em 2003, o dobro da brasileira. Com o advento do Estatuto do Desarmamento, caiu até o valor de 24, em 2014, ano em que o atual Governador Luiz Fernando Pezão substituiu a Sérgio Cabral Filho no Governo do Estado. Então começou a subir, chegando a 32,5, em 2017. A correlação deste ponto de inflexão com a troca de governo ainda não está clara.

É óbvio que os dados desmentem a tese de que o desarmamento da população aumentaria a taxa de homicídios. 

O fato é que o Estado do Rio faliu e a cidade do Rio de Janeiro continua sendo o "tambor do Brasil". Lá, a criminalidade da cidade cresceu de 24,1 homicídios /(100 mil hab.), em 2015, para 36,6, em 2017. Ainda não está clara a correlação deste fato com o esgotamento das UPPs. O lobby das armas se aproveitou disso, alardeando suas teses para todo o Brasil. Intensificou a propaganda pelas redes sociais com argumentos de fácil e ingênua assimilação, tal como "os bandidos estão armados enquanto a população de bem está desarmada e não pode se defender". A propaganda das armas tem sido repassada abundantemente nas redes sociais.

É triste! Não dá para acreditar que armar o povo seja solução para estancar a criminalidade. 

O fato é que não sabemos nos unir para fiscalizar os governos e para fazê-los nos dar segurança. Isto, no entanto, não justifica que acreditemos em mágicas. Colocar armas nas mãos da população, como se pudéssemos distinguir quem é e quem não é pessoa de bem, não é garantia alguma de paz, mas sim de mais violência e caos. Esta mágica não funciona!

Quem tem arma decide a quem matar. Acreditar que a arma será usada só nos casos de legítima defesa é um erro. O povo não tem educação nem preparo para isso, mata até quando comemora algo, alvejando o céu, como se a bala não voltasse e chegasse ao chão com a mesma velocidade com que saiu da arma. 

Enquanto isso, o governo continuará omisso, enganando o povo com a farsa eleitoral e articulando os políticos para melhor se apoderarem ilicitamente dos recursos do orçamento público federal. São R$ 3.500.000.000.000,00 por ano disputados em acordos suprapartidários. 

Considero absurdo que se considere que o problema da criminalidade se resolva só com o armamento indiscriminado do povo. Ao contrario, isto seria um bárbaro retrocesso. 

O que precisamos é organizar a sociedade e educar o povo, sem doutrinação de qualquer tipo. Embora isto não ofereça solução imediata, pelo menos também não representa um retrocesso imediato.

O debate sobre o fetiche das armas, seu porte indiscriminado e seus riscos está se tornando muito sensível e fanatizado.  Infelizmente chegamos a um ponto tal que, só por divergir dos apoiadores do armamentismo, pode-se perder amigos ou ser ofendido. Isto, é comum nas redes sociais. Isto é patrulhamento ideológico e ofende o direito dos cidadãos de pensar livremente. 

Os armamentistas nem desconfiam, mas há muitas décadas são sistematicamente doutrinados pelo lobby das armas, que tem alcance internacional. Há fortes interesses financeiros por trás deste movimento.


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Almir Quites

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Curiosidade
Uma carta de cunho politico escrita em 07 de setembro de 2006.
É interessante relembrar o que acontecia na política naquela época. 
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  1. Suprema Irresponsabilidade Federal
  2. Lula condenado: cadê as provas?
  3. A culpa de Lula
  4. Cinismo e farsa eleitoral
  5. Eleições no Chile: exemplo para o Brasil
  6. Teste Oficial de Segurança das Urnas Eletrônicas
  7. A normalidade da farsa
  8. A ordem é marchar
  9. Temos república?
  10. Eleição no Japão é mais uma lição
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Suprema Irresponsabilidade Federal

Almir M. Quites

O ministro Luiz Fux, em 2014, estendeu o indecoroso auxílio-moradia a todos os juízes e a todos os membros do Ministério Público. A decisão foi tomada "em caráter liminar", o que significa que era uma decisão provisória, para garantir o direito dos juízes e promotores enquanto ele analisaria o caso para dar uma decisão definitiva. Só que até hoje ele não deu decisão alguma! Diante do escândalo agora que veio à tona, ele liberou o processo para votação no plenário do STF que apreciará o caso no próximo mês. 

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Eleições de faz de conta

Almir M. Quites


Eu denuncio a inconstitucionalidade da urna eletrônica brasileira há 2 décadas! Aliás, meu blogue foi criado porque as minhas filhas diziam que eu precisava divulgar mais os textos que eu escrevia sobre isto. Na época, eu os divulgava apenas por e-mail, que enviava para amigos e colegas. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Quem teme o voto impresso?

Almir M. Quites

VOTO IMPRESSO?!  Uh!  Cruzes!!
Fonte: https://i2.wp.com/crazykiwi.com.br/wp-content/uploads/2016/12/medo-1.jpg


A implantação do Sistema de Voto Impresso permitiria verificar a lisura da apuração eleitoral, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não quer que esta verificação seja feita! 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A MALANDRAGEM DOS JUÍZES

Almir M. Quites

Fonte: 
https://andradetalis.files.wordpress.com/2014/12/casso-justic3a7a-auxc3adlio-moradia-salc3a1rio.jpg

Mais de 17 mil magistrados e quase 13 mil procuradores do Ministério Público Federal recebem Auxílio-Moradia desde 2014, mesmo possuindo o mais alto salário da República (R$ 32.075,00). Com este auxílio, cada um deles tem o contracheque inflado em R$ 4.378,00. Enquanto isso, 90% dos brasileiros ganham, por mês, menos que o Auxílio-Moradia dos Juízes.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Lula condenado! Cadê as provas?!

Almir M. Quites
Com pequena adaptação do texto.

A condenação do ex-presidente Lula foi confirmada e ampliada por unanimidade no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Os petistas dizem que a condenação foi injusta porque não existem provas!

Não existem provas?

Na lógica dos crentes petistas, o roubo de um carro só fica comprovado se o ladrão fizer a transferência de propriedade nos registros do DETRAN! Incrível!

Vou explicar para eles de um modo bem didático. Atenção!

Responda essa: se o Luisão rouba um carro, usufrui do carro diariamente e manda o Leosão registrar o carro como se fosse dele, do Leosão, houve crime? Se houve, quem é o ladrão? 

Resposta certa: houve crime, Luisão é o ladrão e Leosão é o "laranja" do Luisão. "Laranja" é o cara que "empresta" o nome para esconder o beneficiário de um crime. Ficou claro?

No caso da condenação do Lula, ficou provado que a empreiteira OAS foi "laranja" do Lula para esconder a transformação da propina em bens imobiliários.

Um artigo esclarecedor e bem mais completo é este: 
A CULPA DE LULAhttp://bit.ly/2DCNJO5

Deu para entender? Claro que não. Os crentes petistas têm uma dificuldade intransponível. Eles podem estar respirando as provas contra Lula e se afogando com elas, mas continuarão a gritar: "Cadê as provas? Não há provas? Lula é inocente!"

Eles também não vão entender que a lei está acima deles e até mesmo acima do PT.

A Lei precisa estar acima dos partidos políticos. O PT já infringiu demais a Lei Dos Partidos Políticos e deveria ser extinto!  Por que ninguém fala disso? Enquanto as Leis não forem cumpridas o Brasil não sairá deste estado deplorável.
EXTINÇÃO AO PT - http://almirquites.blogspot.com/2016/10/punicao-ao-pt.html 

Os petistas ainda entendem política como uma religião. Tomam decisões e emitem opiniões baseados em sua fé. A fé emperra o cérebro. A fé seda e cega!
A FÉ SEDA E CEGA - http://almirquites.blogspot.com.br/2015/01/a-fe-cega.html

Refiro-me aos petistas porque são eles que, no momento, são os mais notórios protagonistas de fanatismo. No entanto, o fanatismo está em toda a parte. Todos os partidos têm seus fanáticos. 

COMO LIDAR COM FANÁTICOS?
Entenda o comportamento dos fanáticos. É só clicar aqui:
http://almirquites.blogspot.com.br/2015/03/como-lidar-com-fanaticos.html

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Almir Quites

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CADÊ AS PROVAS?

Dois vídeos sobre o mesmo tema

Primeiro vídeo:
o próprio Lula explica
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Segundo vídeo:
as provas explicam
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  1. A culpa de Lula
  2. Cinismo e farsa eleitoral
  3. Eleições no Chile: exemplo para o Brasil
  4. Teste Oficial de Segurança das Urnas Eletrônicas
  5. Pecadilhos abomináveis
  6. A normalidade da farsa
  7. A ordem é marchar
  8. Temos república?
  9. Brasil, em se mentindo, tudo pega
  10. Eleição no Japão é mais uma lição
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domingo, 21 de janeiro de 2018

A culpa de Lula

Almir Quites



Luiz Inácio Lula da Silva volta ao banco dos réus a partir das 8h30min do dia 24 deste mês. Condenado em 1ª instância a 9,5 anos de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula terá sua apelação julgada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. 

A ineficiência da justiça brasileira costuma deixar passar crimes de toda ordem. Assim, os criminosos se acumulam na sociedade e se organizam, a corrupção cresce, até que um tzunami destes pode se formar e cair no colo de apenas 3 juízes. É um monumental absurdo que o futuro do Brasil esteja nas mãos destes três desembargadores da 8ª Turma do TRF4 que julgarão o recurso de defesa de Luiz Inácio da Silva. É enorme a responsabilidade deles.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Cinismo e farsa eleitoral

Por Almir Quites

Clique para ampliar a imagem.

A desordem no Brasil é evidente! Afinal, o próprio distrito Federal, sede do governo brasileiro completa hoje um (1) ano de racionamento de sua pior crise hídrica, o que revela a total falta de planejamento. Em todo o país a criminalidade aumenta e as "balas perdidas" matam inocentes, inclusive aquelas que miravam o céu, em estúpidas comemorações! Assaltos, assassinatos, saques, sequestros, roubos, a drogadização, a corrupção, demagogias, mentiras tecnologicamente impulsionadas pela internet, falência da Escola e da Universidade, prostituição, meninos perdidos na rua e a banalização da morte, mostram a infame psicosfera de miséria e infortúnio da sociedade brasileira. A Justiça não consegue controlar os atos de vandalismo.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A bilionária farsa eleitoral

Por Almir M. Quites



Na democracia brasileira, dois lobos e milhões de ovelhas votam para decidir o cardápio do jantar. Sempre ganha um dos lobos. Esta frase foi inspirada em outra cunhada por Benjamim Franklin (1706 - 1790). Adaptei para o Brasil.


Já expliquei inúmeras vezes que não temos democracia no Brasil. Ter eleições não basta. É preciso que o processo eleitoral seja idôneo e não um "jogo de cartas marcadas".  Eleição no Brasil não é um processo de escolha, mas de simples chancela, cuja honestidade é duvidosa.

No Brasil, as eleições são farsas monumentais. A renovação da classe política pela via eleitoral é impossível!

Lamento, prezados leitores, mas é verdade. Os eleitores podem votar em quem eles quiserem, mas os eleitos serão sempre os membros da Organização Criminosa Maior (OrCriM), que tomou conta do governo do Brasil!

Por que?
 Primeiro, porque são os poderosos criminosos que escolhem os candidatos dos diversos partidos. No Brasil é assim, são os caciques dos partidos políticos que escolhem os candidatos e obviamente o fazem pelo critério da absoluta fidelidade a eles. Todos os dirigentes partidários se entendem muito bem entre si e, acredito, todos possuem "rabos presos".
 Segundo, porque só os partidos políticos terão recursos para a campanha eleitoral. Eles receberão R$ 1.716.000.000,00 (1,7 bilhões) do Fundo de Financiamento de Campanha e mais quase R$ 1.000.000.000,00 por ano (um bilhão/ano) do Fundo Partidário (Fundo de Assistência Financeira aos Partidos Políticos). Além disso, o partido dispõe do "horário gratuito" de propaganda política (no rádio e TV, que o povo paga) e geralmente os partidos ainda contam com doações ilegais. Logo, é óbvio que qualquer candidato ficará refém do seu partido, atrelado a uma fidelidade criminosa. Alguns, muito poucos, sentir-se-ão desconfortáveis e sofrerão calados.  
 Terceiro, porque os candidatos que já ocupam cargos no governo, especialmente os parlamentares, já possuem inumeráveis mordomias, facilidades e verbas que qualquer outro candidato não possui. Além do salário de R$ 33.700,00, os parlamentares recebem a ajuda de custo, o "cotão" (média de R$ 33.800,00 por mês para cada um), o auxílio-moradia e a verba de gabinete para contratar até 25 funcionários (R$ 95.000,00 por mês). Só os parlamentares recebem do mais de 1 bilhão de reais, por ano, dos cofres públicos, onerando os contribuintes brasileiros.
 Quarto, porque, com a propaganda e as pesquisas de intenção de voto, os eleitores vão se envolver emocionalmente e defender um candidato contra outros. Os eleitores não conseguirão permanecer imunes à poderosa propaganda. Estas pesquisas vão induzir os eleitores a pensar que certos candidatos não tem chance de vencer e farão o eleitorado se concentrar em apenas dois deles. Os eleitores deste país, onde viceja a ignorância e a grosseria, são presas fáceis do "marketing" político.
 Quinto, porque, em casos importantes (para os partidos), se houver algum risco de resultado eleitoral indesejado, a OrCriM ainda terá o recurso de fraudar a apuração eletrônica secreta pela via do software da urna e também do software da totalização, feita nos computadores da rede interna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os softwares são comandos humanos, no caso, comandos de gente a serviço do TSE (o local mais seguro para se fazer fraude eleitoral por atacado). É doloroso ter que chegar a esta cruciante conclusão!

No Brasil, não há eleições primárias democraticamente organizadas como nos EUA. No Brasil também não há possibilidade de se ter candidatos independentes.


 A campanha bilionária tem dois efeitos:
  1.  afasta todas as chances de qualquer candidato que não seja da confiança do lideres partidários; e
  2.  fantasia o candidato e seus apoios para enganar o eleitor.
De fato, não existe democracia no Brasil. Não entendo como que os brasileiros não conseguem compreender isso! Votem em quem quiser, para a Organização Criminosa Maior (OrCriM), que domina o Estado, dá no mesmo! É esta organização que escolhe todos os candidatos. É ela que paga (com recursos públicos) a propaganda eleitoral para engajar o povo no processo (e assim anestesiá-lo) e é ela quem controla a apuração eleitoral secreta, feita pelos softwares secretos (inauditáveis) do TSE. Repito, votem em quem quiser. Dá no mesmo!

Como os parlamentares não dependem dos eleitores para serem eleitos, é óbvio que não eles têm necessidade de representar o povo! Eles servem ao que e a quem lhes convém e até vendem seus votos e pronunciamentos. Simples, não é?

Concentremos agora nossa atenção na fraude eletrônica.

A urna eletrônica é completamente protegida contra fiscalizações. O software da urna é secreto. Não há como testar a honestidade da urna eletrônica, porque ela sabe se está em uso para a votação verdadeira ou para teste ou para outra finalidade qualquer. A urna identifica a hora, o dia e o cartão do presidente de mesa eleitoral, entre outras coisas que possam interessar. O software pode perfeitamente alterar seu comportamento em função destes dados ou de outros que interessem.

E praticamente impossível fazer prova de fraude, mas, caso haja denúncia de fraude eleitoral, quem julga a validade da dela? É o próprio TSE, o dono das urnas eletrônicas e também o administrador das eleições. Em outras palavras, quem julga é o próprio réu da ação judicial. Isto é UM ABSURDO! Já houve denúncias que resultaram na condenação dos denunciantes por litigância de má fé! Diante do exposto, quem vai denunciar?

Há muitos anos, muitos brasileiros têm lutado pela implantação do voto impresso, uma forma de permitir a recontagem, para conferir os boletins de urna, sem revelar a autoria do voto. No entanto há muita desinformação promovida por marqueteiros safados pela internet. Ao contrário do que tem sido malandramente divulgado, o "sistema de voto impresso" não dá comprovante algum de voto, nem quebra o princípio do sigilo do voto (princípio fundamental numa democracia). No sistema de "voto impresso" o que se faz é apenas gerar um voto real, que tem existência física. O voto atual é apenas imaginário, virtual. Não há voto que você possa recontar para saber se a apuração eleitoral foi correta, se não foi fraudada. No sistema do 'voto impresso', uma impressora é acoplada na urna eletrônica e, quando você digita o número do seu candidato, a impressora imprime o seu voto (mas você nem toca no voto impresso, só o vê). Então, você confere. Se a impressão estiver correta, você aperta o botão verde (o fatídico BOTÃO CONFIRMA) e seu voto cai na urna, junto com os votos dos demais eleitores. Atualmente você confere apenas a foto do candidato e não o voto (a foto, depois de apagada da tela da urna, desaparece e dela não sobra vestígio algum). A própria ministra Cármen Lúcia, quando era presidente do TSE, escreveu em parecer que o sistema de voto impresso violaria o princípio do sigilo do voto (violaria a autoria do voto). Isto é mentira!  Este princípio não é violado, assim como não é violado no sistema de voto de papel em urna de lona. Neste sistema (de urna sem energia e sem circuitos eletrônicos), há um voto real, de papel. Na atual urna eletrônica (tipo DRE), não há voto real. O voto é virtual!

Ambos os softwares, o da urna e o da totalização dos votos, nada mais são que comandos humanos. Você sabe quem os fez? Você sabe quem os altera? Você sabe que quem tiver o código de acesso aos softwares pode fazer alterações a qualquer tempo? Como ter fé de que não há fraudes? Você acreditou na propaganda do governo de que a urna eletrônica é inexpugnável? O eleitor não tem como fraudar a urna, como também não tem como fiscalizar a apuração, mas os técnicos do TSE têm. Para eles (que todos nós desconhecemos) a urna eletrônica é acessível e obediente. Só eles podem fraudar os resultados, como fizeram em 2014.

Resumindo, o sistema de voto impresso deixa guardado, numa urna verdadeira, um voto real, de papel. Logo, podem-se recontar os votos posteriormente para verificar se o software da urna fez uma contagem honesta. Atualmente isto não é possível.  O eleitor precisa ter fé nos programadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eu não tenho!

Por três vezes, desde 2002, o Congresso Nacional aprovou a adoção do voto impresso em complemento ao eletrônico, mas o TSE sempre resistiu. O atual presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, considera a providência complexa e desnecessária, e assim dá um péssimo exemplo a todos os brasileiros, porque ele não dispõe da prerrogativa de questionar a lei, ao contrário, tem o dever de cumpri-la. Seu antecessor no cargo, ministro Dias Toffoli, pensa e agia do mesmo modo. Não se sabe como se comportará o sucessor de ambos, Luiz Fux, que presidirá o tribunal durante as eleições deste ano, mas provavelmente seguirá no mesmo diapasão. 

O TSE pretende instalar impressoras em apenas 5% das urnas. Logo, só estas precisariam ser honestas para garantir que fraudes não possam ser detectadas. No entanto, atualmente, a resistência à implantação, imposta pela lei 13.165/2015, começa a ser enfrentada com maior vigor por juristas, juízes e movimentos sociais, já com o apoio de alguns poucos parlamentares.

Um deles, deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), conseguiu aprovar, para o dia 30 de novembro passado, uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara para exigir o cumprimento da lei. O deputado Espiridião Amin (PP-SC), por sua vez, oficiou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que o TSE esclareça à Casa sobre as providências de ordem prática que vêm sendo tomadas para que o voto impresso, nos termos da lei, já vigore em 2018. O Deputado Esperidião Amin sabia que não havia nenhuma providência em curso, muito pelo contrário. Amin apenas cumpriu, mesmo assim, o papel protocolar que lhe cabia. Nada disso foi eficaz até agora, mas a pressão está crescendo e vem de baixo para cima, via entidades de juízes, advogados e movimentos sociais. Os papéis estão invertidos neste país, que se arrasta de cabeça para baixo. Em circunstâncias normais, são os tribunais que oficiam a quem de direito a advertência para que se cumpra a lei. Nos dias que correm, dá-se o contrário: é o Tribunal que se mostra incomodado em aplicar a lei e é advertido.

O presidente da União Nacional dos Juízes Federais, Eduardo Cubas, e os advogados Modesto Carvalhosa, Luiz Flávio Gomes e Rodrigo Mezzomo protocolaram no Conselho Nacional de Justiça pedido para que a presidente do STF, Carmen Lúcia, informe sobre a previsão orçamentária para a adoção do voto impresso. Ainda não houve resposta.

O argumento central do TSE para não cumprir a lei que exige a adoção do voto impresso é a falta de recursos financeiros. Alega que o custo de acoplar impressoras seria de R$ 2,5 bilhões e não haveria como providenciá-lo. Ocorre que a emenda constitucional 95/2016 exclui os gastos eleitorais de qualquer contingenciamento orçamentário. Logo, há como providenciar a verba, que é bem menor que a disponibilizada aos partidos. O Fundo eleitoral tem piso de R$ 1,7 bilhão e pode chegar a R$ 3,8 bilhões! Além disso, o custo real de implantação do voto impresso é bem menor do que o do TSE diz. Estima-se em bem menos que R$ 1 bilhão. Ressalta-se ainda que também não compete ao TSE concluir se existe ou não verba para o atendimento da lei, cabendo-lhe unicamente a tarefa de orçar o montante para que sejam atendidas integralmente todas as exigências da legislação.

O TSE desrespeita todo o povo brasileiro quando desconsidera a enorme suspeita de que as urnas eletrônicas estão fraudando as eleições há tantos anos. O TSE afirma não ter recursos para acoplar impressoras nas urnas, mas simplesmente desconsidera que o Poder Legislativo provisionou o Orçamento Federal de 2018 com R$ 250 milhões exclusivamente para custear a implantação do sistema de voto impresso. Além disso, o TSE também omite que todas as urnas eletrônicas do modelo de 2009 em diante são aptas ao acoplamento com as impressoras. Fica evidente que o TSE está "enrolando" o povo brasileiro e simplesmente não quer implantar o sistema. Por que? Já fazem mais de dois anos que o veto da presidente Dilma Rousseff à Lei 13.165/2015 foi derrubado com os votos de 368 deputados e de 56 senadores. No entanto, o TSE continua tergiversando, o que indica que deve haver algo muito mais sério sendo ocultado! 

Não há impedimento orçamentário que dê sustentação à resistência da Justiça Eleitoral, que já deveria ter agido para cumprir a lei de 2015, a qual já foi impunemente desrespeitada nas eleições de 2016. O TSE aposta, mais uma vez, na falta de entendimento e de revolta popular em relação ao caso.

Nos Testes de Segurança das Urnas realizados no final de novembro os especialistas demonstraram que elas são vulneráveis a ataques externos (feitos por pessoal de fora do TSE). Imaginem o que não acontece em caso de desonestidade interna, ou seja, promovidas por especialistas do próprio TSE! Lembrem-se que um dos diretores executivos da empresa Smartmatic, contratada pelo TSE inclusive para atuar nas eleições de 2014, Antonio Mujica, admitiu que as urnas sejam fraudáveis e até que fraudaram as eleições venezuelanas de 2017 para compor a Constituinte do ditador Nicolás Maduro.

O simples fato de estarem sob suspeita já deveria ser motivo suficiente para que as urnas eletrônicas brasileira fossem declaras inconstitucionais. No entanto não é só isto. Não se trata de uma questão de simples opinião, mas de fatos. A apuração eleitoral no Brasil é secreta e, portanto, não é conferível. Na verdade, a junta apuradora é formada por pessoas desconhecidas, por que aquelas que escrevem os softwares, os comandos eletrônicos que são inseridos em todas as urnas. Isto é inconstitucional! Quem são eles?

Obrigar você a votar em um candidato que você não queira é ato abusivo. Obrigar você a anular o seu voto ou a votar em branco também é ato abusivo! Eu não faço isto. Eu faço o PROTESTO DO JOÃOZINHO, que é um exemplo de ato de DESOBEDIÊNCIA CIVIL. Ele gera o seguinte dilema: ou o mesário anula seu voto (e assim pratica a fraude do mesário) ou o processo de votação é interrompido!  O presidente de mesa não pode liberar a urna eletrônica para o próximo eleitor antes de você apertar o fatídico botão CONFIRMA, a menos que anule o seu voto! Imagine que muitos eleitores façam este protesto! Viraria notícia nacional. 

Veja aqui:
O CONTO DA URNAELETRÔNICA, o conto que conta o fato real. (http://almirquites.blogspot.com.br/2014/05/conto-da-urna-eletronica.html)

Povo iludido é povo vencido, sofrido, doido varrido!

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Almir Quites




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FRAUDE ELEITORAL 

DENÚNCIA DE 

MARIA APARECIDA DA ROCHA CORTIZ 

NA CPI DOS CRIMES CIBERNÉTICOS

Publicado em 18 de nov de 2015

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  1. Eleições no reino da sem-vergonhice
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domingo, 7 de janeiro de 2018

O tempo passa, a memória reconecta

Por Almir Quites

Brasil, equipe Campeã Mundial de Basquete em 1963.
O grupo de 12 jogadores era: Amaury Pasos (n° 4, Sirio - SP), Luiz Cláudio Menon (n° 11, Sirio - SP), Antonio Sucar (n° 12, Sirio - SP), Wlamir Marques (n° 5, Corinthians), Ubiratan Maciel (n° 6, Corinthians), Waldemar Blatskauskas (n° 14, XV de Piracicaba - SP), Rosa Branca (n° 9, Palmeiras), Mosquito (n° 7, Palmeiras), Jatyr Schall (n° 10, Palmeiras), Victor Mirshauswka (n° 13, Palmeiras), Fritz (n° 15, Fluminense) e Paulista (n° 8, Vasco da Gama). Trinador: Kanela.

Em 1959, o Brasil foi Campeão Mundial de Basquete (FIBA)! Na época, eu jogava no juvenil do Grêmio de Porto Alegre. No ano anterior, tinha sido vice campeão gaúcho (a final foi em Santa Cruz).

Comecei a me empolgar pelo basquete com 12 anos, quando o Brasil foi campão mundial masculino pela primeira vez, em 1954. O campeonato foi disputado no Rio de Janeiro, organizado pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) e pela Confederação Brasileira de Basquetebol.

Era um tempo em que se jogava com calções bem curtinhos. Hoje, joga-se com calções-bombacha!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Eleições no reino da sem-vergonhice

Por Almir M. Quites



As eleições deste ano vão servir para acabar com o reino fagueiro da sem-vergonhice no Brasil ou vamos nos preocupar mais com a Copa do Mundo da Rússia?

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