sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A seca do nordeste e as mentiras

Por Almir Quites - 04/02/2016

Do século XIX até hoje, a seca do nordeste tem sido útil às demagogias de políticos. Agora chegamos ao auge do exagero, no teatro da política, com as últimas peças estreladas pelo maior mentiroso do mundo e sua coadjuvante. 

Para administrar um país precisa-se de administradores competentes, não de mentirosos.

Após a catástrofe de 1877, que durou 2 anos, no período que foi conhecido como a "Grande Seca", o imperador D. Pedro II chegou a cunhar a célebre frase: "Não restará uma única joia na Coroa, mas nenhum nordestino morrerá de fome". Criou-se então uma comissão imperial para desenvolver medidas que pudessem atenuar futuras secas. Tentaram adaptar camelos à região, iniciaram a construção de ferrovias e açudes e também a abertura de um canal para levar água do Rio São Francisco para o Rio Jaguaribe, no Ceará. Os camelos não se adaptaram, o canal nem chegou a ser iniciado e Dom Pedro II faleceu em 1891. O tempo passou...

Chegamos ao século XXI. Nos dias de 2016, a seca do nordeste continua incólume, o que enseja mais um espetáculo do maior mentiroso do mundo e de sua coadjuvante. 

Voltemos a mais de uma década atrás.

Em 2004, Lula jurou que até 2006 seria materializado um dos grandes sonhos de "Dom Predo Segundo" (ele disse assim mesmo: "Predo"): acabaria a seca do Nordeste. Na ocasião ele declarou também o seguinte: “Muitas vez a coisa pública foi tratada no Brasil como uma coisa de amigos, um clube de amigos, e não uma coisa pública de verdade”. Aí está uma genial lição daquele que já se considerava o ser mais honesto do universo. E completou: “Dinheiro não vai faltar”!

Em 2009, quando ainda se falava no tal "Espetáculo do Desenvolvimento", Lula voltou a jurar que acabaria definitivamente com a seca que atormentava o Nordeste desde o século XIX. Um pequeno parêntese: (tem-se provas documentais que a seca já atormentava o nordeste desde o século XV). Fechado o parêntese... Lula anunciava que os nordestinos seriam salvos, para sempre! Seria iniciado, um projeto, pomposamente denominado de "Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional". Em 2010 (ano eleitoral), Lula tornou a informar a nação que acabaria com a seca no nordeste, só que um pouco mais tarde, logo que fosse concluída a transposição das águas do Rio São Francisco: “Vai sê inaugurada definitivamente em 2012, a não sê que aconteça um dilúvio ou qualqué coisa”, garantiu o maior mentiroso do mundo, aquele que é um "palanque ambulante".

Óbvio, se ocorresse um dilúvio a seca acabaria mesmo, por obra do Lula milagreiro, naturalmente! Mas, não ocorreu qualquer catástrofe. Então, em 2012, a presidente Dilma Rousseff reafirmou que, como dissera Lula, o sertão viraria mar, mas só em 2014. O que teria acontecido? A obra fora subestimada pelos responsáveis, explicou a responsável pela construção do canal.

Em 2014 (outro ano eleitoral), Dilma tratou de reacender as promessas e, em parceria com Lula, fingiu inaugurar a obra duas vezes para blefar os eleitores nordestinos. Numa delas, ensaiadamente mostrou-se irritada com a "Mãe do PAC" (ela mesma):  “Eu não acredito que uma obra dessa em outro lugar do mundo leve dois anos pra ser feita. Nem tão pouco um ano. Nem tão pouco três. Ela é uma obra bastante sofisticada. Ela implica num tempo de maturação. Eu tô falando o seguinte. Não tô negando que houve, houve atrasos. Houve atrasos porque também eu acho que se superestimou a velocidade que ela poderia ter minimizando sua complexidade”. No entanto, ela ainda reafirmou sua confiança na obra e a prometeu para 2015: “Acho que uma parte significou a chamada curva de aprendizado, você tem de aprender a fazer. A segunda parte, eu acho que a complexidade da obra é maior do que se supunha, principalmente quando você considera que não é pura e simples a abertura de canal. É também estações de bombeamento”. No programa eleitoral, na TV, a vigarice continuava. Além de exterminar a seca, o milagre das águas agora servia para “irrigar esperanças e secar muita lágrima dos nordestinos”. Bastaria votar em Dilma e esperar com fé por mais um ano ou mais um mandato, ou um século, ou para sempre.

Em 2015, o Brasil entrou em gravíssima crise econômica. A milagrosa transposição das águas foi parar no noticiário policial. O que era para ser a obra do século é hoje apenas mais uma ruína no desperdício acumulado pelo escândalo do milênio. 

A Polícia Federal deflagrou a operação que investiga o superfaturamento de obras de engenharia em dois dos catorze lotes da transposição do rio São Francisco. No final do ano passado, a Polícia Federal prendeu, na Operação Vidas Secas - Sinhá Vitória, quatro executivos das empresas Galvão Engenharia, OAS, Coesa e Barbosa Mello suspeitos de envolvimento no superfaturamento e desvio de R$ 200 milhões. A primeira fase da operação começou ainda em 2014, a partir de relatórios técnicos do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União. A suspeita da Polícia Federal é que as empreiteiras repassavam recursos recebidos do Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, para empresas de fachada dos doleiros Alberto Youssef e Adir Assad. Os dois estão presos e condenados no âmbito da Operação Lava Jato.
O extravagente "milagre das águas" se transformou num estupendo símbolo da Era da Mediocridade


O CASO DO ZEZINHO (Zezinho, não Joãozinho)

Por causa de sua estupidez e burrice, sua professora estava sempre gritando com ele:
 Você me deixa louca, Zezinho! Você é muito burro... Você não tem jeito!

Um dia a mãe do Zezinho foi até a escola, para verificar como seu filho estava indo. A Professora disse para a mãe que seu filho era um desastre, só tirava notas baixas e que ela nunca tinha visto um menino tão estúpido em toda sua vida. A mãe ficou tão chocada com a conversa que tirou seu filho da escola e mudou-se de Caetés para São Paulo.

25 anos depois, aquela professora foi diagnosticada com uma grave enfermidade no coração quase incurável. Todos os médicos de sua região disseram que ela precisava de uma cirurgia, mas que este tipo de operação somente um médico em São Paulo era capaz de fazer. A professora decidiu tentar, e foi para São Paulo se submeter à operação.

Quando ela abriu os olhos, voltando da cirurgia, ela viu um belo e jovem doutor a sua frente sorrindo para ela. Ela quis agradecer, mas não conseguiu falar. Sua face se tornou azul, ela levantou sua mão, tentou gritar sem conseguir e morreu.

O Doutor ficou chocado tentando entender o que aconteceu de errado. Então olhou para o lado e viu que o faxineiro Zezinho, que trabalhava no hospital, desligara o equipamentos de respiração da tomada, para ligar o aspirador de pó!

SE VOCÊ PENSOU QUE O ZEZINHO TINHA SE TORNADO UM CIRURGIÃO CARDIO-VASCULAR, HÁ GRANDES CHANCES DE VOCÊ TER VOTADO NO PT NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES


Confira agora:

Promessas não cumpridas

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Agora... leia aqui: Treze anos de PT no governo.
http://almirquites.blogspot.com.br/2015/09/sao-13-anos-de-ilusao-e-desperdicio.html





A estupidez governa o Brasil
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Para teminar, sugiro a re-leitura deste artigo de Elio Gaspari, publicado originalmente em 2008, na Folha de São Paulo, em plena era Lula. Transcrevo o artigo na íntegra.


Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968
(Elio Gaspari, FSP, 12/03/2008)

Daqui há OITO dias completam-se 40 anos de um episódio pouco lembrado e injustamente inconcluso. À primeira hora de 20 de março de 1968, o jovem Orlando Lovecchio Filho, de 22 anos, deixou seu carro numa garagem da avenida Paulista e tomou o caminho de casa. Uma explosão arrebentou-lhe a perna esquerda. Pegara a sobra de um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária. (Nem todos os militantes da VPR podem ser chamados de terroristas, mas quem punha bomba em lugar público, terrorista era.)

Lovecchio teve a perna amputada abaixo do joelho e a carreira de piloto comercial destruída. O atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada (ver nota 1).

A bomba do consulado americano explodiu oito dias antes do assassinato de Edson Luís de Lima Souto no restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, e nove meses antes da imposição ao país do Ato Institucional nº 5. Essas referências cronológicas desamparam a teoria segundo a qual o AI-5 provocou o surgimento da esquerda armada. Até onde é possível fazer afirmações desse tipo, pode-se dizer que sem o AI-5 certamente continuaria a haver terrorismo e sem terrorismo certamente teria havido o AI-5 (ver nota 2).

O caso de Lovecchio tem outra dimensão. Passados 40 anos, ele recebe da Viúva uma pensão especial de R$ 571 mensais. Nada a ver com o Bolsa Ditadura. Para não estimular o gênero coitadinho, é bom registrar que ele reorganizou sua vida, caminha com uma prótese, é corretor e imóveis e mora em Santos com a mãe e um filho.
A vítima da bomba não teve direito ao Bolsa Ditadura, mas o bombista Diógenes teve. No dia 24 de janeiro passado, o governo concedeu-lhe uma aposentadoria de R$ 1.627 mensais, reconhecendo ainda uma dívida de R$400 mil de pagamentos atrasados.

Em 1968, com mestrado cubano em explosivos, Diógenes atacou dois quartéis, participou de quatro assaltos, três atentados a bomba e uma execução. Em menos de um ano, esteve na cena de três mortes, entre as quais a do capitão americano Charles Chandler, abatido quando saía de casa, tudo antes do AI-5.

Diógenes foi preso em março de 1969 e um ano depois foi trocado pelo cônsul japonês, sequestrado em São Paulo. Durante o tempo em que esteve preso, ele foi torturado pelos militares que comandavam a repressão política. Por isso foi uma vítima da ditadura, com direito a ser indenizado pelo que sofreu. Daí a atribuir suas malfeitorias a uma luta pela democracia iria enorme distância. O que ele queria era outra ditadura.

Andou por Cuba, Chile, China e Coréia do Norte. Voltou ao Brasil com a anistia e tornou-se o "Diógenes do PT". Apanhado num contubérnio do grão-petismo gaúcho com o jogo do bicho, deixou o partido em 2002.

Lovecchio, que ficou sem a perna, recebe um terço do que é pago ao cidadão que organizou a explosão que o mutilou. (Um projeto que revê o valor de sua pensão, de iniciativa da ex-deputada petista Mariângela Duarte, está adormecido na Câmara).

Em 1968, antes do AI-5, morreram sete pessoas pela mão do terrorismo de esquerda. Há algo de errado na aritmética das indenizações e na álgebra que faz de Diógenes uma vítima e de Lovecchio um estorvo. Afinal, os terroristas também sonham.

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Notas:

1 - Sabe-se o nome da terrorista, Dulce Maia, mas a pessoa continua não identificada. Não é bem estranho isso? Dizem que Dulce Maia era o codinome de Dilma Rousseff, mas não se tem certeza.

2 -  Mera opinião de 
Elio Gaspari. Ninguém pode saber o que aconteceria


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