sexta-feira, 7 de abril de 2017

Informação e desinformação nas redes sociais

Por Almir M. Quites 


As redes sociais possibilitam a aprendizagem colaborativa à distância, por meio das interações com outros participantes que compartilham dos mesmos interesses. No entanto, nada é perfeito! Elas também possibilitam práticas que resultam em riscos, que geralmente passam despercebidos. Muito se fala de certos riscos, como o da exposição de informações pessoais, e muito pouco se fala de outros, inclusive do mais importante: o risco da desinformação e contra-informação em massa.

Desinformação e contra-informação são duas faces da mesma moeda. Na guerra ideológica grupos inimigos lutam pelo domínio da informação para incutir a verdade ou a falsidade que lhes interessa. Contra-informação é a ação, estratégia ou conjunto de recursos que visam a neutralizar os serviços de informação do inimigo. Esta luta dificulta muito ou mesmo impede o acesso à informação verdadeira. Contudo, a verdade existe! 

Num ambiente assim, como educar um cérebro sadio e sábio? Eis a questão!

Um levantamento feito pela Buzzfeed (empresa norte-americana especializada em divulgação pela internet) revelou que as notícias falsas são as mais compartilhadas no Facebook. Ler, sem um agudo senso crítico, é um risco elevado de engolir mentiras! Engolir mentiras faz mal, mas há quem as prefira, mesmo assim!

Nas redes sociais, em geral, os textos são curtos. Saiba que, quanto mais curto o texto, maior é o risco de você ser enganado. Quem escreve um texto sério se preocupa em redigir bem, com precisão, evitando exageros e atenuações indevidas. Isto geralmente conduz a textos mais longos. O texto curto é típico de marqueteiros e de espertalhões descompromissados.


Mais vale ler um texto longo do que uma enorme série de textos curtos e desconectados. Se você alimentar seu cérebro com milhares de tolicezinhas e mentirinhas, nunca construirá fundamentos sólidos e, sem perceber, tomará decisões erradas ao longo da vida. 

Trate de não se acostumar com esta dança sobre areia movediça. A soma destes ingredientes diminutos de tolicezinhas e mentirinhas pode produzir grandes mitos, extremamente prejudiciais.

Vivemos numa época em que a mentira é muito comum. Hoje em dia, marqueteiros ficam ricos na sua profissão de mentiroso. Para enfeitar a mentira, já não basta chamá-la de inverdade. Até inventaram palavras e expressões mais sofisticadas. A mentira é hoje chamada pomposamente de "verdade alternativa" ou de "pós-verdade". Fizemos de nosso tempo a época destas verdades de mentirinha e já estamos pagando caro por isto.

Aqueles que só leem textos curtos correm sérios riscos de perderem a noção da realidade. Nas postagens das redes sociais, proliferam os textos que alimentam fantasias. Lendo-os, parece que todos são felicíssimos e que os milagres vicejam! No "Face", por exemplo, quase não há mais lugar para a beleza da sinceridade, nem para a velha e sábia melancolia, mestra da evolução pessoal.

Atenção! Você pode decidir só publicar o que lhe parece maravilhoso, mas não pode "deletar" os fatos penosos da vida real. Esta, simplesmente por ser a verdadeira vida, prevalece e pega o sonhador no contra pé.

Continue lendo aqui:
VOCÊ LÊ APENAS TEXTOS CURTOS?
http://almirquites.blogspot.com.br/2016/01/por-almir-quites-09122015-nas-redes.html

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 Alguns truques da 
retórica da desinformação 

  • Apelo ao medo - Um público que tenha medo de algo é mais receptivo a desinformação; recorre-se a sentimentos instalados na psicologia do cidadão, mas sem razões nem provas.
  • Apelo à autoridade - Citar apenas as personalidades importantes que sustentam uma ideia, um argumento ou uma linha de conduta e negligenciar outras opiniões.
  • Testemunho - Mencionar, dentro ou fora de contexto, casos particulares em vez de situações gerais para sustentar uma opção política.
  • Efeito acumulativo - Persuasão do auditório para insinuar que um movimento irresistível e implacável está já comprometido no seu apoio, embora tal seja falso.
  • Redefinição e revisionismo - Consiste em redefinir as palavras ou falsificar a história de forma parcial para criar uma ilusão de coerência.
  • Procura de desaprovação ou "pôr palavras na boca de alguém" - Relacionada com o anterior, consiste em sugerir ou apresentar uma ideia ou ação que seja adotada por um grupo adverso sem a estudar verdadeiramente. Afirmar que um grupo tem uma opinião e que os indivíduos indesejáveis, subversivos ou reprováveis a têm também. Isto predispõe os demais a mudar a sua opinião.
  • Uso de generalidades e palavras virtuosas - As generalidades podem provocar emoção intensa no auditório. O amor à pátria e o desejo de paz, de liberdade, de glória, de justiça, de honra e de pureza permitem assassinar o espírito crítico do auditório, pois o significado destas palavras varia segundo a interpretação de cada indivíduo, mas o seu significado conotativo general é positivo e por associação os conceitos e os programas do propagandista serão percebidos como grandiosos, bons, desejáveis e virtuosos.
  • Imprecisão intencional - Referir-se a fatos deformando-os ou citar estatísticas sem indicar as fontes ou todos os dados. A intenção é dar ao discurso um conteúdo de aparência científica sem permitir analisar a sua validade ou a sua aplicabilidade.
  • Transferência - Projetar qualidades positivas ou negativas de uma pessoa, entidade, objeto ou valor (indivíduo, grupo, organização, naçãoraça, etc...) sobre algo para fazer isto mais (ou menos) aceitável mediante cargas emotivas.
  • Simplificação exagerada - Generalidades usadas para contextualizar problemas sociais, políticos, econômicos ou militares complexos.
  • Projeção psicológica como Quidam - Para ganhar a confiança do auditório, o propagandista emprega o nível de linguagem e as maneiras e aparências de uma pessoa comum. Pelo mecanismo psicológico de projeção, o auditório encontra-se mais inclinado a aceitar as ideias que se apresentam deste modo, já que quem as presenta parece-lhe semelhante.
  • Estereotipagem ou etiquetagem  - Esta técnica utiliza os preconceitos e os estereótipos do auditório para conseguir a adesão a algo.
  • Bode expiatório - Lançando anátemas de demonização sobre um indivíduo ou um grupo de indivíduos, acusado de ser responsável por um problema real ou suposto, o propagandista pode evitar falar dos verdadeiros responsáveis e aprofundar o problema.
  • Uso de chavões (slogans) - Frases breves e curtas, fáceis de memorizar e reconhecer e que permitem deixar um traço em todos os espíritos, de forma positiva, ou de forma irônica: "Bruto é um homem honrado", por exemplo.
  • Eufemismo ou deslize semântico - Substituição de uma expressão por outra retirando-lhe todo o conteúdo emocional e esvaziá-la do seu sentido: "interrupção voluntária da gravidez" em vez de aborto induzido, "limpeza étnica" em vez de matança racista. Outros exemplos, "danos colaterais" em vez de vítimas civis, "contribuição" em vez de imposto, "pessoas com preferências sexuais diferentes" em lugar de homossexuais, "pessoas com capacidades diferentes" em lugar de deficientes e "relações impróprias" em vez de adultério.
  • Adulação - Uso de qualificativos agradáveis, por vezes sem moderação, com a intenção de convencer o receptor: "Você é muito inteligente, deveria estar de acordo com o que lhe digo".

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