sexta-feira, 17 de março de 2017

A crise e a falácia intervencionista

Por Almir Quites


O Brasil vive uma crise muito profunda, a qual é muito maior do que uma simples crise econômica. Também não é uma simples crise política, que leva a uma enorme insegurança jurídica e à evidência da ilegitimidade de nossos governantes. O que temos é uma contundente crise moral e ética, em parte decorrente da fragilidade na nossa formação, tanto na família como na escola. Todos nós fomos educados para esperar por ajuda e até para exigí-la. Costumamos esperar por auxílio divino, dos pais, do patrão, do Estado etc. Este nos parece ser o caminho mais fácil! "Dá-me isto e serei bonzinho!" Ainda não aprendemos a tomar iniciativas e a firmar compromissos coletivos.


O povo brasileiro está desiludido, revoltado, mas não consegue se organizar para reagir e mudar os rumos da política brasileira. Então, prospera o que parece ser o caminho mais fácil, ou seja, colocar toda a esperança numa Intervenção Militar. Não importam os riscos deste caminho, basta ter fé nos militares!

Tem mais! Nós, brasileiros (com raras exceções) não valorizamos a honestidade, a competência, o estudo, a cooperação etc. Assim, não conseguiremos superar a crise econômica e, se alcançarmos algum sucesso, não será suficiente nem definitivo. A melhora da economia é desejada até pelos corruptos que estão no poder, só que eles não querem nada mais que isto,  por que assim continuariam no poder, com as mesmas práticas nocivas. Não basta superar a crise econômica. Precisamos muito mais. Precisamos superar a crise mais geral com sabedoria.

Tenho pensado muito sobre este tema e tenho as minhas idéias, que aos poucos vou expondo.

Recentemente apresentei a minha visão pessoal sobre a proposta de Intervenção Militar, no artigo indicado abaixo. Expliquei por que a intervenção não é solução viável, mas um inseguro tiro no escuro. Expliquei por que vejo uma falácia, um embuste nesta proposta. 

Imediatamente surgiram muitos odiadores, estes fanáticos que só espalham veneno e ódio pelas redes sociais, conhecidos como "haters". Postaram ofensas a mim, sem apresentar qualquer argumento sério sobre o tema em debate. Ofenderam-me e, no entanto, nem me conhecem! Não me conhecem, mas supuseram que sou político, corrupto, petista etc. Supuseram, mas imediatamente esqueceram que faziam uma mera suposição. Há evidente similaridade entre o comportamento destes "haters" e o fanático comportamento petista, tipicamente agressivo e único portador da verdade.

Obviamente todo o odiador é odioso e só atrapalha. Assim, não respondo a eles, mas me motivo a divulgar ainda mais o meu texto. Outros, mentalmente mais sadios, vão lê-lo com mais consideração. 

Aqui está! Leiam a íntegra do artigo e também aquele que o segue:
O EMBUSTE DA INTERVENÇÃO MILITAR (Muitos patriotas estão caindo nesta armadilha!)
http://almirquites.blogspot.com.br/2017/03/o-embuste-da-intervencao-militar.html

Todos queremos acabar com corrupção reinante no Brasil e punir os responsáveis, mas alguns afoitos pedem Intervenção Militar! Estes nos dividem. Não é hora para decisões voluntariosas, nem de decisões tomadas por amadores.

Trata-se de uma situação complexa que deve ser analisada com muito cuidado e com base em fatos. 

O que tenho visto é que os adeptos da Intervenção Militar propõem medidas mirabolantes e fazem promessas em nome dos militares. Que autoridade ou mesmo que legitimidade têm eles para fazer estas promessas? Uma delas, por exemplo, é confiscar todos os recursos de brasileiros no exterior para, com eles, alavancar o desenvolvimento econômico do Brasil! Como se isto pudesse ser um ato de vontade individual e não tivesse consequências nocivas e injustas! 

Precisamos aprender a discutir estas questões num nível mais elevado!

Depois de ler o artigo indicado acima, leia também o seguinte:
MATUTANDO SOBRE INTERVENÇÃO MILITAR
http://almirquites.blogspot.com.br/2017/01/matutando-sobre-intervencao-militar.html

Ou saímos desta crise pela via da legalidade ou daremos outro mau exemplo às futuras gerações! Precisamos sair das dificuldades com dignidade, no sentido moral e ético, caso contrário, as falhas de personalidade e de temperamento continuarão vigentes e a prática de ações fraudulentas persistirá, ainda que por outras mãos. 

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